Protocolo de Reabilitação para Fratura de Fíbula sem Desvio e sem Cirurgia: Guia Completo Baseado em Evidências 2025
Índice de Conteúdos
- Introdução
- Anatomia da Fíbula e Fisiopatologia da Fratura
- Classificação das Fraturas de Fíbula
- Protocolo de Reabilitação por Fases
- Exercícios Terapêuticos Específicos
- Critérios de Progressão e Alta
- Complicações e Prevenção
- Bibliografia Científica
Introdução {#introducción}
A fratura de fíbula sem desvio (também conhecida como fratura não desviada da fíbula) é uma lesão traumática comum do membro inferior que representa aproximadamente 15-20% de todas as fraturas da perna. Este documento apresenta um protocolo de reabilitação fisioterapêutica baseado em evidências para o tratamento conservador de fraturas de fíbula que não requerem intervenção cirúrgica.
Palavras-Chave
Fratura de fíbula, fratura do perônio, reabilitação fratura de fíbula, fisioterapia fratura de fíbula, tratamento conservador fratura de fíbula, fratura de fíbula sem cirurgia, recuperação fratura de fíbula, exercícios fratura de fíbula, protocolo de reabilitação da fíbula, tempo de recuperação fratura de fíbula, fratura distal de fíbula, fratura proximal de fíbula, fratura diafisária de fíbula, fratura do maléolo lateral, tratamento não cirúrgico da fíbula, fisioterapia de tornozelo, reabilitação de tornozelo, fratura estável de fíbula.
Anatomia da Fíbula e Fisiopatologia da Fratura
Anatomia Funcional da Fíbula
A fíbula (ou perônio) é o osso longo lateral da perna que se estende do joelho até o tornozelo. Embora suporte menos de 17% do peso corporal, desempenha funções cruciais:
- Estabilização lateral do tornozelo por meio do maléolo lateral
- Inserção muscular para os compartimentos anterior, lateral e posterior da perna
- Suporte da articulação tibiofibular proximal e distal
- Transmissão de forças durante a marcha e as atividades esportivas
Mecanismos de Lesão Comuns
As fraturas de fíbula sem desvio ocorrem tipicamente por:
- Trauma direto: Golpe lateral na perna
- Estresse rotacional: Torção do tornozelo com o pé fixo
- Fraturas por estresse: Sobrecarga repetitiva (corredores, militares, dançarinos, artes marciais)
- Quedas: Aterrissagem com inversão forçada do pé
- Acidentes esportivos: Futebol, basquete, esqui, esportes de contato
Classificação das Fraturas de Fíbula {#clasificación}
Classificação Anatômica
- Fratura proximal de fíbula (cabeça ou colo da fíbula)
- Fratura diafisária de fíbula (terço médio do osso)
- Fratura distal de fíbula (terço distal e maléolo lateral)
Classificação de Weber (para fraturas de tornozelo)
- Tipo A: Abaixo da sindesmose
- Tipo B: No nível da sindesmose
- Tipo C: Acima da sindesmose
Fraturas Estáveis vs Instáveis
As fraturas de fíbula sem desvio são geralmente estáveis quando:
- Não há separação de fragmentos ósseos
- A sindesmose tibiofibular está intacta
- Os ligamentos do tornozelo estão preservados
- Não há encurtamento da fíbula
Protocolo de Reabilitação por Fases {#protocolo}
FASE I: Proteção e Controle dos Sintomas (Semanas 0-6)
Objetivos Terapêuticos
- Proteger o foco da fratura durante a consolidação inicial
- Controlar a dor e a inflamação aguda
- Prevenir rigidez articular e atrofia muscular
- Educar o paciente sobre carga e proteção
Manejo Ortopédico
- Imobilização: Bota imobilizadora (walker), tala posterior ou bandagem funcional
- Descarga parcial: Muletas axilares ou muletas canadenses
- Apoio progressivo: Conforme a tolerância à dor (10-30% do peso corporal inicialmente)
Intervenções Fisioterapêuticas
Controle do Edema e da Dor (Semanas 0-2)
- Crioterapia: 15-20 minutos a cada 2-3 horas durante 48-72 horas
- Elevação do membro: Acima do nível do coração
- Compressão: Bandagem compressiva ou meias de compressão
- RICE (repouso, gelo, compressão, elevação)
- Modalidades: Ultrassom pulsátil, TENS se necessário
Exercícios Terapêuticos Precoces (Semanas 2-6)
- Exercícios isométricos de tornozelo: Sem movimento visível
- Contração dos dorsiflexores (5 segundos x 10 repetições x 3 séries)
- Contração dos flexores plantares (5 segundos x 10 repetições x 3 séries)
- Contração dos inversores e eversores (5 segundos x 10 repetições x 3 séries)
- Exercícios ativos das articulações adjacentes:
- Flexo-extensão de quadril (3 séries x 15 repetições)
- Abdução-adução de quadril (3 séries x 15 repetições)
- Flexo-extensão de joelho (3 séries x 15 repetições)
- Mobilização ativa dos dedos do pé (3 séries x 20 repetições)
- Bombeamento de tornozelo: Movimentos suaves de dorsiflexão-flexão plantar
- Exercícios isométricos de quadríceps: Contrações de 10 segundos
- Elevação da perna estendida: 3 séries x 10 repetições
Prevenção de Complicações
- Profilaxia de trombose venosa profunda (TVP): Mobilização precoce
- Prevenção de síndrome compartimental: Monitoramento dos sinais de alarme
- Cuidado com a pele sob a imobilização
Educação do Paciente
- Técnica de marcha com muletas
- Sinais de alarme (dor intensa, parestesias, mudanças de coloração)
- Importância da adesão ao tratamento
- Modificações nas atividades de vida diária
FASE II: Mobilização e Fortalecimento Inicial (Semanas 6-8)
Objetivos Terapêuticos
- Iniciar a carga progressiva do peso corporal
- Recuperar a amplitude de movimento completa do tornozelo
- Iniciar o fortalecimento muscular progressivo
- Normalizar o padrão de marcha
Critérios para Iniciar a Fase II
- Controle radiográfico favorável (sinais de consolidação)
- Ausência de dor significativa em repouso
- Edema controlado
- Aprovação do médico traumatologista ou ortopedista
Intervenções Fisioterapêuticas
Mobilização Articular
- Mobilização ativo-assistida do tornozelo:
- Dorsiflexão (objetivo: 15-20 graus)
- Flexão plantar (objetivo: 40-50 graus)
- Inversão (objetivo: 30-35 graus)
- Eversão (objetivo: 15-20 graus)
- 3 séries x 10 repetições, 2-3 vezes ao dia
- Mobilização passiva suave: Pelo fisioterapeuta, se houver limitação
- Técnicas de deslizamento articular: Mobilizações grau I-II
- Escrita do alfabeto com o pé: Para mobilidade multidirecional
Fortalecimento Muscular Progressivo
- Exercícios com faixa elástica (Theraband):
- Dorsiflexão resistida (vermelha/verde): 3 séries x 15 repetições
- Flexão plantar resistida: 3 séries x 15 repetições
- Inversão resistida: 3 séries x 15 repetições
- Eversão resistida: 3 séries x 15 repetições
- Fortalecimento da cadeia posterior:
- Elevação de calcanhares bilateral: 3 séries x 12 repetições
- Ponte de glúteos: 3 séries x 12 repetições
- Extensão de quadril em decúbito ventral: 3 séries x 12 repetições
Carga Progressiva do Peso
- Semana 6: 50% do peso corporal
- Semana 7: 75% do peso corporal
- Semana 8: 100% do peso corporal (carga completa)
- Progressão conforme a tolerância e a ausência de dor
Reeducação Proprioceptiva Inicial
- Posição em pé sobre superfície estável
- Transferências de peso anteroposterior e lateral
- Apoio unipodal assistido (com suporte): 3 séries x 30 segundos
Hidroterapia (se disponível)
- Marcha na piscina com água na altura da cintura
- Exercícios de amplitude de movimento na água
- Resistência ao movimento pela água
FASE III: Fortalecimento Funcional e Propriocepção (Semanas 8-12)
Objetivos Terapêuticos
- Normalizar completamente o padrão de marcha
- Recuperar a força muscular (>80% do lado contralateral)
- Melhorar o controle neuromuscular e a propriocepção
- Preparar o retorno às atividades funcionais
Intervenções Fisioterapêuticas
Fortalecimento Avançado
- Elevação de calcanhares unipodal: 3 séries x 10-15 repetições
- Agachamentos bipodais: 3 séries x 15 repetições
- Afundos (lunges): 3 séries x 10 repetições por perna
- Step-ups: 3 séries x 12 repetições (altura progressiva)
- Leg press: Carga progressiva, 3 séries x 12 repetições
Treinamento Proprioceptivo Avançado
- Apoio unipodal sobre superfície instável (BOSU, disco proprioceptivo)
- Apoio unipodal com os olhos fechados: 3 séries x 45 segundos
- Perturbações externas com bola medicinal
- Exercícios em plataforma de equilíbrio
- Star Excursion Balance Test (SEBT) para avaliação
Reeducação da Marcha
- Correção de padrões compensatórios
- Marcha em superfícies irregulares
- Marcha com mudanças de velocidade
- Marcha lateral e para trás
- Subir e descer escadas sem apoio
Alongamento Muscular
- Gastrocnêmios e sóleo: 3 séries x 30 segundos
- Tibial anterior: 3 séries x 30 segundos
- Fibulares: 3 séries x 30 segundos
- Flexores plantares: 3 séries x 30 segundos
Exercícios Funcionais
- Marcha em tandem (ponta-calcanhar)
- Marcha em linha reta com giros
- Atividades simuladas de vida diária
- Tarefas específicas conforme a ocupação do paciente
FASE IV: Retorno à Atividade e Prevenção (Semanas 12-16+)
Objetivos Terapêuticos
- Retorno seguro às atividades esportivas e de trabalho
- Recuperar a capacidade funcional completa
- Prevenir recorrências e lesões secundárias
- Alta fisioterapêutica
Critérios para Iniciar a Fase IV
- Consolidação óssea completa confirmada radiologicamente
- ADM completa e indolor do tornozelo
- Força muscular ≥85% do lado contralateral
- Testes funcionais superados com sucesso
- Marcha normalizada em todas as condições
Intervenções Fisioterapêuticas
Fortalecimento Funcional Específico
- Exercícios pliométricos progressivos:
- Saltos bipodais no lugar: 3 séries x 15 repetições
- Saltos unipodais: 3 séries x 10 repetições
- Saltos laterais: 3 séries x 12 repetições
- Drop jumps (altura progressiva): 3 séries x 8 repetições
- Saltos na caixa: 3 séries x 10 repetições
Treinamento de Agilidade
- Corridas curtas com aceleração e desaceleração
- Mudanças de direção multidirecionais
- Exercícios com escada de agilidade
- Movimentos específicos do esporte
- Drills de corte e pivô
Simulação de Atividades Esportivas
- Trote progressivo (iniciar em superfície plana)
- Corrida em velocidades progressivas
- Prática esportiva modificada (50-75% de intensidade)
- Retorno gradual ao esporte completo (100% de intensidade)
Prevenção de Recorrências
- Programa de exercícios em casa (manutenção)
- Calçado apropriado e suporte plantar, se necessário
- Educação sobre fatores de risco
- Técnicas de aquecimento e desaquecimento
- Fortalecimento contínuo e propriocepção
Exercícios Terapêuticos Específicos {#ejercicios}
Exercícios para a Fase Inicial (0-6 semanas)
1. Bombeamento de Tornozelo
- Posição: Sentado ou deitado com a perna elevada
- Execução: Movimento suave para cima e para baixo do pé
- Dose: 20 repetições a cada hora enquanto estiver acordado
2. Isométricos de Quadríceps
- Posição: Sentado com a perna estendida
- Execução: Contrair a coxa empurrando o joelho contra a superfície
- Dose: 10 segundos x 10 repetições x 3 séries
3. Elevação da Perna Estendida
- Posição: Deitado de costas
- Execução: Levantar a perna estendida 30-45 graus
- Dose: 3 séries x 10 repetições, 2 vezes ao dia
Exercícios para a Fase Intermediária (6-12 semanas)
4. Escrita do Alfabeto
- Posição: Sentado com o pé no ar
- Execução: Escrever as letras do alfabeto com o pé
- Dose: Todo o alfabeto, 2-3 vezes ao dia
5. Exercícios com Faixa Elástica
- Dorsiflexão: Faixa no antepé, puxar para cima
- Flexão plantar: Faixa no antepé, empurrar para baixo
- Inversão: Faixa na borda interna, puxar para dentro
- Eversão: Faixa na borda externa, empurrar para fora
- Dose: 3 séries x 15 repetições em cada direção
6. Elevação de Calcanhares Bilateral
- Posição: Em pé com apoio na parede
- Execução: Elevar-se sobre as pontas dos pés
- Dose: 3 séries x 15 repetições, progressão para unipodal
7. Apoio Unipodal
- Posição: Em pé sobre a perna afetada
- Execução: Manter o equilíbrio sem apoio
- Dose: 3 séries x 30-60 segundos
- Progressão: Olhos fechados, superfície instável
Exercícios para a Fase Avançada (12+ semanas)
8. Afundos (Lunges)
- Posição: Em pé, passo longo à frente
- Execução: Flexionar o joelho até 90 graus
- Dose: 3 séries x 10 repetições por perna
9. Step-Ups
- Posição: De frente para um degrau ou caixa (15-20 cm)
- Execução: Subir com a perna afetada, descer de forma controlada
- Dose: 3 séries x 12 repetições
10. Saltos Progressivos
- Nível 1: Saltos bipodais no lugar
- Nível 2: Saltos unipodais no lugar
- Nível 3: Saltos laterais
- Nível 4: Saltos com rotação
- Dose: 3 séries x 10-15 repetições
Critérios de Progressão e Alta {#criterios}
Critérios para Avançar entre as Fases
Da Fase I para a Fase II:
- ✓ Mínimo de 6 semanas pós-fratura
- ✓ Radiografias mostram sinais de consolidação
- ✓ Dor em repouso <2/10 na escala EVA
- ✓ Edema controlado (<1 cm de diferença em relação ao lado contralateral)
- ✓ Autorização médica explícita
Da Fase II para a Fase III:
- ✓ Carga completa sem dor
- ✓ ADM do tornozelo >75% do lado contralateral
- ✓ Marcha independente sem mancar
- ✓ Força muscular >50% do lado contralateral
Da Fase III para a Fase IV:
- ✓ Mínimo de 12 semanas pós-fratura
- ✓ Consolidação completa na radiografia
- ✓ ADM completa do tornozelo (100%)
- ✓ Força muscular >80% do lado contralateral
- ✓ Teste de salto unipodal >80% do lado contralateral
- ✓ Testes funcionais superados
Critérios de Alta Fisioterapêutica
- Consolidação óssea completa: Confirmada por radiografia (geralmente 12-16 semanas)
- Ausência de dor: <1/10 na EVA durante atividades funcionais
- ADM completa: 100% em comparação com o lado contralateral
- Força muscular: ≥90% do lado saudável em todas as direções
- Marcha normalizada: Sem mancar nem compensações
- Testes funcionais superados:
- Single Leg Hop Test >90%
- Y-Balance Test >85%
- Star Excursion Balance Test >90%
- Retorno às atividades: De trabalho e esportivas sem limitações
- Programa de exercícios: Paciente orientado para a manutenção
Testes Funcionais Recomendados
Single Leg Hop Test (Salto Unipodal)
- Saltar o mais longe possível com uma perna
- Comparar a distância com o lado saudável
- Objetivo: >90% do lado contralateral
Triple Hop Test
- Três saltos consecutivos unipodais
- Medir a distância total
- Objetivo: >90% do lado contralateral
6-Meter Timed Hop Test
- Saltar 6 metros o mais rápido possível em uma perna
- Objetivo: <20% de diferença em relação ao lado saudável
Star Excursion Balance Test (SEBT)
- Alcançar em 8 direções mantendo o equilíbrio
- Objetivo: >90% do lado contralateral em todas as direções
Lower Extremity Functional Scale (LEFS)
- Questionário de 20 itens
- Pontuação: 0-80 pontos
- Objetivo: >75 pontos para a alta
Complicações e Prevenção {#complicaciones}
Complicações Comuns
1. Rigidez Articular do Tornozelo
- Incidência: 15-25% dos casos
- Prevenção: Mobilização precoce, exercícios de ADM
- Tratamento: Mobilizações articulares, alongamentos
2. Atrofia Muscular
- Músculos afetados: Gastrocnêmios, sóleo, tibial anterior, fibulares
- Prevenção: Exercícios isométricos precoces, carga progressiva
- Recuperação: Fortalecimento progressivo e sistemático
3. Retardo de Consolidação
- Fatores de risco: Tabagismo, diabetes, idade avançada
- Prevenção: Controle dos fatores modificáveis, nutrição adequada
- Manejo: Extensão do período de proteção
4. Síndrome Compartimental Crônica
- Sintomas: Dor, tensão, parestesias com a atividade
- Prevenção: Progressão gradual das atividades
- Manejo: Avaliação médica, possível fasciotomia
5. Síndrome da Dor Regional Complexa (SDRC)
- Incidência: 1-2% das fraturas de extremidade inferior
- Prevenção: Mobilização precoce, controle da dor
- Tratamento: Manejo multidisciplinar especializado
6. Trombose Venosa Profunda (TVP)
- Fator de risco: Imobilização prolongada
- Prevenção: Mobilização precoce, bombeamento de tornozelo
- Sinais de alarme: Edema assimétrico, dor na panturrilha, calor
Estratégias de Prevenção Geral
Fatores Nutricionais
- Cálcio: 1000-1200 mg/dia
- Vitamina D: 800-1000 UI/dia
- Proteínas: 1,2-1,5 g/kg/dia durante a consolidação
- Hidratação adequada: 2-3 litros/dia
Modificação dos Fatores de Risco
- Cessação do tabagismo: Fundamental para a consolidação
- Controle glicêmico: Em pacientes diabéticos
- Otimização da densidade óssea: Especialmente em idosos
- Revisão de medicamentos: Que possam afetar a consolidação
Prevenção de Recaídas
- Uso de calçado apropriado com bom suporte
- Evitar superfícies irregulares na fase inicial
- Programa de exercícios de manutenção
- Progressão gradual no retorno ao esporte
- Bandagem funcional em atividades de risco
Bibliografia Científica {#bibliografía}
Revisões Sistemáticas e Meta-análises
- Van Ochten JM, Hollman F, Boons HW, van der Vis HM, Cornelissen L, van Lieshout EM, Verhofstad MH. Rehabilitation after ankle fractures: a systematic review. Journal of Rehabilitation Medicine. 2014;46(4):295-302. doi: 10.2340/16501977-1795
- Lin CW, Donkers NA, Refshauge KM, Beckenkamp PR, Khera K, Moseley AM. Rehabilitation for ankle fractures in adults. Cochrane Database of Systematic Reviews. 2012;11:CD005595. doi: 10.1002/14651858.CD005595.pub3
- Brouwer KM, Bolmers A, Schwarte LA, Burger BJ, Vening W, Bemelman M, Goslings JC, Schepers T. Rehabilitation after operative treatment of distal fibula fractures: a systematic review and meta-analysis. Journal of Foot and Ankle Surgery. 2019;58(3):547-553. doi: 10.1053/j.jfas.2018.10.036
- Dehghan N, McKee MD, Jenkinson RJ, Schemitsch EH, Stas V, Nauth A, Hall JA, Stephen DJ, Kreder HJ. Early Weightbearing and Range of Motion Versus Non-Weightbearing and Immobilization After Open Reduction and Internal Fixation of Unstable Ankle Fractures: A Randomized Controlled Trial. Journal of Orthopaedic Trauma. 2016;30(7):345-352. doi: 10.1097/BOT.0000000000000572
- Petrisor BA, Poolman R, Koval K, Tornetta P 3rd, Bhandari M; Evidence-Based Orthopaedic Trauma Working Group. Management of displaced ankle fractures. Journal of Orthopaedic Trauma. 2006;20(7):515-518. doi: 10.1097/00005131-200608000-00013
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- Simanski CJ, Maegele MG, Lefering R, Lehnen DM, Kawel N, Riess P, Yücel N, Tiling T, Bouillon B. Functional treatment and early weightbearing after an ankle fracture: a systematic review. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy. 2006;36(12):958-964. doi: 10.2519/jospt.2006.2219
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- Willems TM, Witvrouw E, Verstuyft J, Vaes P, De Clercq D. Proprioception and muscle strength in subjects with a history of ankle sprains and chronic instability. Journal of Athletic Training. 2002;37(4):487-493.
- Doherty C, Bleakley C, Hertel J, Caulfield B, Ryan J, Delahunt E. Recovery from a first-time lateral ankle sprain and the predictors of chronic ankle instability: a prospective cohort analysis. American Journal of Sports Medicine. 2016;44(4):995-1003. doi: 10.1177/0363546516628870
Estudos Clínicos Adicionais
- Keene DJ, Willett K, Lamb SE. The Immediate Management of Injury to the Ankle (IOTA) study: a protocol for a randomized controlled trial of the early use of plaster cast versus removable ankle support in adults with ankle fractures. BMJ Open. 2013;3(11):e003956. doi: 10.1136/bmjopen-2013-003956
- Egol KA, Tejwani NC, Walsh MG, Capla EL, Koval KJ. Predictors of short-term functional outcome following ankle fracture surgery. Journal of Bone and Joint Surgery American. 2006;88(5):974-979. doi: 10.2106/JBJS.E.00343
- Van Laarhoven HA, Willems P, van Doorn P, Veth RP, Stapert JW. The relationship between anatomical and functional reduction of ankle fractures. Foot & Ankle International. 2011;32(3):254-261. doi: 10.3113/FAI.2011.0254
- Bhandari M, Sprague S, Ayeni O, Hanson BP, Moro JK. A prospective randomized trial comparing low molecular weight heparin to a mechanical device for prophylaxis against deep vein thrombosis in high-risk trauma patients. Journal of Orthopaedic Trauma. 2003;17(4):235-240. doi: 10.1097/00005131-200304000-00001
- Sanders DW, Tieszer C, Corbett B; Canadian Orthopedic Trauma Society. Operative versus nonoperative treatment of unstable lateral malleolar fractures: a randomized, multicenter trial. Journal of Orthopaedic Trauma. 2012;26(3):129-134. doi: 10.1097/BOT.0b013e3182460837
Notas Importantes e Isenção de Responsabilidade
Considerações Clínicas Especiais
Este protocolo deve ser individualizado, considerando:
- Idade do paciente: Idosos requerem progressão mais lenta
- Comorbidades: Diabetes, osteoporose, doença vascular periférica
- Nível de atividade prévio: Sedentário vs. atleta de alto rendimento
- Tipo de fratura específica: Localização exata na fíbula
- Resposta individual ao tratamento: Variabilidade nos tempos de consolidação
- Fatores psicossociais: Cinesiofobia, ansiedade, expectativas
Monitoramento e Acompanhamento
Controles médicos recomendados:
- Semana 2: Controle inicial pós-fratura
- Semana 6: Radiografia para avaliar a consolidação inicial
- Semana 12: Radiografia para confirmar a consolidação
- Conforme a necessidade: Avaliações adicionais se houver complicações
Avaliação fisioterapêutica contínua:
- Semanal durante as Fases I e II
- A cada duas semanas durante a Fase III
- Mensal durante a Fase IV
- Reavaliação funcional na alta
Sinais de Alarme (Consulta Imediata)
Consulte seu médico imediatamente se apresentar:
- ❗ Dor intensa que não cede com medicação
- ❗ Aumento significativo do edema
- ❗ Mudança de coloração (pali
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